Aniceia Ribeiro
Um ano de coluna: uma celebração com autoamor
Autoamor é entender que não há um caminho florido, mas sim um processo que exige coragem
Há um ano, eu iniciei a escrever neste espaço, com menos frequência do que eu gostaria, é verdade. Um ano compartilhando palavras, ideias e reflexões sobre temas diversos. Mas para celebrar este primeiro aniversário de coluna, em um mundo que segue desafiador e repleto de acontecimentos trágicos, fiz uma escolha especial: escrever sobre autoamor.
Este é um tema que sempre me atravessou, e hoje, ao completar um ano de escrita por aqui, sinto que não poderia haver assunto mais adequado para este momento. Mergulho, então, nas nuances do autoamor, na sua profundidade e na sua capacidade de curar e fortalecer.
Escrever sobre ele é um convite à reflexão, um apelo à aceitação de si mesmo, com todas as imperfeições que nos tornam humanos. É olhar-se no espelho e perceber que, mesmo diante dos erros e falhas, ainda podemos encontrar beleza e dignidade em nossa busca por um caminho mais leve. Através da paciência, é possível erguer-se após cada queda, afirmando que, embora o trajeto seja repleto de desafios, o esforço para se reinventar e continuar é o que realmente importa.
Autoamor é entender que não há um caminho florido, mas sim um processo que exige coragem e, muitas vezes, decisões difíceis. Amar a si mesmo é, por vezes, saber cultivar o silêncio e a prudência, reconhecendo a importância de se afastar de relações e pessoas que não nos fazem bem.
Tenho buscado me inspirar na essência do autoamor: buscar o perdão e libertar-se da culpa, compreender que cada crítica pode ser uma oportunidade de crescimento e que é essencial respeitar a liberdade dos outros e suas escolhas. Ao longo desse ano, aprendi que enfrentar dias sombrios e reconhecer a própria vulnerabilidade é parte da experiência humana.
O autoamor, portanto, é um ato de coragem e responsabilidade. Ao refletir sobre o que andei escrevendo, percebo que compartilhar minhas palavras sobre este tema tão especial não apenas traz clareza a mim, mas também tenta oferecer conforto e ressonância a quem lê. Que possamos celebrar o autoamor, valorizando o que somos e o que podemos nos tornar, mesmo em meio a um mundo que muitas vezes parece desmoronar.
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