Bruno Mafra
Domingo: Jesus entra em Jerusalém
Foi a decisão mais difícil da vida pública dele
1 — Foi a decisão mais difícil da vida pública dele.
Confrontar as lideranças do país para defender uma plataforma de sociedade denominada por ele de Reino de Deus.
2- Na cidade está o centro decisório do poder que decide quem vive, quem morre e quem terá ou não privilégios.
O confronto será com o SINÉDRIO — supremo e conselho religioso-político judaico na antiga Jerusalém durante o período do Segundo Templo, composto por 71 membros (sacerdotes, anciãos e escribas), liderado pelo sumo sacerdote.
Durante três anos, as falas de Jesus dão o tom de confronto com as autoridades. Lucas registrou a péssima relação de Jesus e Herodes: naquele momento, alguns fariseus chegaram perto de Jesus e disseram: — Vá embora daqui, porque Herodes quer matá-lo. Jesus respondeu: — Vão e digam para aquela raposa... (Lc 13,31).
Jesus sabe das impossibilidades do seu movimento messiânico como ferramenta prática de transformação de sua estrutura social; por isso, nunca defendeu o igualitarismo, e sim que quem tivesse mais não viesse a ter muito mais e quem tivesse menos não ficasse com menos ainda. Ele lembrou aos discípulos: "Os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não estarei sempre com vocês." Ele não tinha como pôr fim a isso. (Pobreza). _
3 - Camponês da Galileia/Nazaré. Ele cresceu com uma visão pessimista sobre a cidade santa, Jerusalém.
4- Jesus cresceu ouvindo sobre como Jerusalém era violenta e que silenciava os profetas com sentença de morte. (Jerusalém, tu que matas os profetas.) Mateus 23,37ss).
5- Mesmo assim, ele estava decidido a fazer o enfrentamento, pregar o reino de Deus e marcar uma posição junto com os seus discípulos (nazarenos) sobre Jerusalém.
6- A mensagem do evangelho... Pão, paz e justiça... (Salvação).
"De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8,36).
7 - Na época de Jesus, existiam dezenas de rabinos e messias com discípulos, mas nenhum deles tinha a convicção definitiva de ser o "ungido", montar o jumentinho e fazer cumprir a profecia de Zacarias 9,9 - "Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta."
8 - Ao entrar em Jerusalém montando num jumento, aos olhos dos chefes do templo, ele blasfemou porque se autoproclamou Messias e Rei dos judeus. Aos olhos de Roma, cometeu crime de lesa-majestade que deverá ser contido e punido.
A placa acrônimo em latim INRI, que ficará na parte alta da cruz, faz referência ao crime de lesa-majestade — INRI IESUS, NAZARENUS REX IUDEORUM. (JESUS DE NAZARÉ, REI DOS JUDEUS.
9 - A ida de Jesus a Jerusalém foi necessária como sinal último da vontade do Messias. Ele, Jesus, leu na sinagoga o texto de Isaías 61: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para levar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano do favor do Senhor”.
Pobres, presos, cegos e oprimidos. Quando Ele leu essa profecia, se colocou como sendo Ele a sua realização. A ferramenta para inaugurar o ano da graça do Senhor.
Final... Ele entrou na cidade; agora não há como voltar.
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