• Delmiro Gouveia, 21/05/2026
  • A +
  • A -

Agentes da Polícia Civil são mortos por colega de trabalho em Delmiro Gouveia

Crime ocorrido no Centro da cidade provocou forte repercussão, mobilizou a cúpula da segurança pública e segue sob investigação


Agentes da Polícia Civil são mortos por colega de trabalho em Delmiro Gouveia Yago Gomes e Denivaldo Jardel eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Polícia de Delmiro Gouveia. Foto: Divulgação/PC
Publicidade

A morte dos agentes da Polícia Civil de Alagoas Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, e Yago Gomes Pereira, de 33 anos, chocou a população de Delmiro Gouveia e gerou forte comoção entre policiais, familiares, amigos e colegas de trabalho. O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira (20), na Rua Floriano Peixoto, no Centro do município, e ganhou repercussão em todo o estado.

As vítimas atuavam na 1ª Delegacia Regional de Polícia de Delmiro Gouveia e retornavam de uma ocorrência realizada no município de Piranhas quando foram atingidas por disparos efetuados, segundo as investigações iniciais, pelo próprio companheiro de trabalho, identificado como Gildati Góes.

A tragédia provocou grande impacto dentro da corporação. Durante coletiva realizada em Maceió, o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Eduardo Mero, afirmou que o episódio representa “um dos dias mais tristes da história da Polícia Civil de Alagoas”.

Segundo Mero, as vítimas eram profissionais reconhecidos pelo comprometimento com a instituição. Ele destacou o tempo de serviço de Denivaldo Jardel, que possuía mais de 15 anos de atuação na corporação, além do trabalho desenvolvido por Yago Gomes que, mesmo com pouco mais de dois anos de serviço, já havia participado de prisões, investigações e ações que contribuíram para a redução de índices criminais na região do Sertão.

O delegado também prestou solidariedade aos familiares das vítimas e ressaltou que, apesar de o crime ter sido praticado por um integrante da própria instituição, o caso foi tratado com rigor desde os primeiros momentos.

“Todas as providências legais foram adotadas”, destacou.

De acordo com a Polícia Civil, assim que o caso chegou ao conhecimento da instituição, o delegado-geral e o secretário de Estado da Segurança Pública determinaram mobilização imediata da cúpula para atuação nas investigações e localização do suspeito.

Gildati Góes foi preso em flagrante e posteriormente teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele foi conduzido para Maceió por equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade especializada da Polícia Civil responsável por operações de alto risco, cumprimento de mandados e apoio tático em ações estratégicas.

Ainda durante a coletiva, Eduardo Mero afirmou que o suspeito possui mais de 30 anos de serviços prestados à corporação e não possuía registros de histórico disciplinar negativo ou de conflitos com colegas de trabalho.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Alagoas, que informou ter tomado conhecimento dos fatos e acompanhará o andamento das investigações.

Paralelamente, familiares de uma das vítimas levantaram suspeitas sobre a dinâmica do crime. Durante entrevista à imprensa, um tio de Yago Gomes afirmou acreditar que o agente teria sido executado, alegando que a forma como o disparo foi efetuado levanta questionamentos sobre as circunstâncias do ocorrido.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica completa dos fatos, a motivação e todos os elementos envolvidos no crime

.




COMENTÁRIOS

1

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.