• Delmiro Gouveia, 31/01/2026
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Marcos Queiroz

Entre Paixões e Cadeias Ideológicas

Enquanto a sociedade se divide em torcidas, líderes populistas — de todas as cores — transformam a política em espetáculo e a democracia em refém

Imagem ilustrativa
Entre Paixões e Cadeias Ideológicas

O embate da direita versus a esquerda

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro é um ato que salta aos olhos não só como processo jurídico, mas como manobra política. É o palco perfeito para a eterna guerra entre direita e esquerda, que transforma qualquer debate em espetáculo de poder. A direita denuncia perseguição; a esquerda comemora como se fosse troféu. Enquanto isso, o Brasil assiste paralisado, incapaz de discutir com serenidade as questões que realmente importam para a vida do cidadão comum.

Ideologia versus paixão por políticos

A política brasileira virou ringue de torcida organizada. Pouco importam programas de governo ou projetos sólidos: o que vale é a idolatria de nomes e a caça ao inimigo da vez. Esse vício, presente tanto em conservadores quanto em progressistas, corrói a democracia. Quando o carisma vale mais que a ideia, o eleitor se torna cúmplice de um jogo sujo que transforma líderes em semideuses e eleitores em súditos.

Intolerância em escala global

Essa cegueira não é exclusividade nacional. Nos Estados Unidos, o assassinato do comentarista conservador Charlie Kirk durante um evento público mostrou até onde a intolerância pode chegar quando a divergência vira sentença de morte. É o alerta mais claro de que, quando a política se converte em guerra, não há vencedores — apenas cadáveres simbólicos ou literais.

Mentes escravizadas e políticos de estimação

Quando a crítica morre, nasce a servidão. “Políticos de estimação” tornam-se sagrados, blindados por fanáticos que preferem a cegueira à responsabilidade. Assim prospera a mentira, assim cresce o autoritarismo. Quem se cala diante de escândalos por amor a um líder trai a própria cidadania e ajuda a manter o país refém de salvadores da pátria de ocasião.

Para além das trincheiras

O Brasil precisa romper esse ciclo. É hora de olhar de frente para o fato de que populistas de várias bandeiras — de Lula a Trump, de Bolsonaro a tantos outros — sobrevivem justamente do conflito que fingem querer resolver. Enquanto seguimos brigando por ídolos, eles colhem dividendos políticos. Se não trocarmos a paixão cega pela razão crítica, continuaremos prisioneiros de um jogo onde sempre perdemos, enquanto eles sempre ganham.


A opinião de nossos colunistas não reflete necessariamente a opinião da Editora Guia Mais.




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