• Delmiro Gouveia, 14/05/2026
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Na China, Trump diz que campanha militar no Irã deve continuar

Publicação do presidente americano acontece durante uma visita de Estado a Pequim


Na China, Trump diz que campanha militar no Irã deve continuar AFP via Getty Images
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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (14), manhã de sexta-feira (15) na China, que a campanha militar americana contra o Irã deve continuar, sugerindo que ele ainda considera seriamente retomar os ataques em meio ao cessar-fogo.

Trump fez o comentário em uma longa postagem no Truth Social sobre o líder chinês Xi Jinping, na qual pareceu se irritar com a sugestão de que os EUA são uma nação em declínio e atacou seu antecessor, o ex-presidente Joe Biden.

“O presidente Xi não estava se referindo à incrível ascensão que os Estados Unidos demonstraram ao mundo durante os 16 meses espetaculares do governo Trump, que incluem mercados de ações e planos de aposentadoria 401k em níveis recordes, vitória militar e próspera relação com a Venezuela, a dizimação militar do Irã (continua!)”, escreveu Trump.

Antes de partir para a China, Trump disse que o cessar-fogo com o Irã estava em “suporte vital”.

O vice-presidente americano, JD Vance, disse a repórteres na quarta-feira (13) que “estamos progredindo”, mas permanecem dúvidas sobre se o Irã atenderá à “linha vermelha” de Trump de não possuir armas nucleares.

Mediação do conflito

Mais cedo, Trump afirmou que Xi Jinping se ofereceu, durante as conversas desta quinta-feira, para ajudar a resolver o conflito entre os EUA e o Irã.

A China mantém laços estreitos com o Irã e é a maior consumidora de petróleo iraniano.

"O presidente Xi gostaria de ver um acordo. Ele gostaria mesmo. E ele se ofereceu. Disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar’", informou Trump a Sean Hannity, jornalista da emissora americana Fox News, em uma entrevista gravada após as negociações de alto risco em Pequim.

O líder americano acrescentou: "Ele gostaria de ver o Estreito de Ormuz aberto."

Esperava-se amplamente que Trump pressionasse a China para que o país pressione o Irã a aceitar um acordo de paz e a reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante via de passagem de petróleo que permanece praticamente fechada em meio à guerra.

Um comunicado dos EUA sobre a reunião afirmou que a China concordou que o estreito “deve permanecer aberto” e que se opõe à militarização e à cobrança de pedágio pelo estreito, pontos que estão em grande parte alinhados com as declarações anteriores da China.

O secretário de Estado Marco Rubio afirmou, em entrevista separada à NBC News nesta quinta-feira (14), que os EUA não pediram ajuda à China e que "não precisamos da ajuda deles".

"Levantamos a questão para deixar clara nossa posição e para que eles entendam, porque é lógico. Conversaríamos sobre isso, dada a importância que essa questão tem", afirmou Rubio à NBC.

Envio de armas ao Irã

Trump também disse nesta quinta-feira que o líder chinês prometeu não fornecer equipamentos militares ao regime iraniano.

“Ele disse que não vai dar equipamentos militares a eles. Essa é uma declaração importante. Ele disse isso hoje”, declarou Trump ao apresentador da Fox News, Sean Hannity, acrescentando que Xi “foi enfático”.


Fonte: CNN Brasil




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