BRB tenta vender terreno em área nobre e até cemitério comprados do Master
Presidente do BRB desembarcou nesta quarta-feira (4) em São Paulo, onde negocia venda de ativos que estatal adquiriu do Banco Master
Fachadas do Banco Master e do BRB (Banco de Brasília) • WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e REUTERS/Adriano Machado O BRB (Banco Regional de Brasília) tenta vender um total de R$ 21,9 bilhões em ativos que comprou do Banco Master para solucionar o rombo deixado pela operação.
No pacote a ser negociado constam carteiras de crédito e imóveis que vão desde um terreno em área nobre de São Paulo a um cemitério.
Localizado no bairro Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo, o terreno é, inclusive, motivo de contradição. Pessoas próximas à aquisição defendem que o ativo tem alta qualidade e que o desenvolvimento de um fundo imobiliário, por exemplo, poderia dar mais retorno do que a venda.
Também há entre os ativos um terreno em Brumadinho (MG), uma série de restaurantes, entre outros imóveis. A CNN Brasil mostrou que o BRB se tornou sócio de fundos que administram mais de 100 restaurantes e quatro shoppings espalhados pelo Brasil após a aquisição das carteiras do Master.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, desembarcou nesta quarta-feira (4) em São Paulo, onde negocia a venda de ativos que a estatal adquiriu do Banco Master. O banqueiro visita a Faria Lima para conversar presencialmente com investidores.
Inicialmente, o BRB adquiriu R$ 12 bilhões em carteiras podres do Master. Deste total, R$ 10 bilhões chegaram a ser substituídos por outros ativos.
Fontes próximas ao assunto explicam que muitos produtos foram adquiridos com deságio e tiveram variação de valor, o que explica a precificação de R$ 22 bilhões.
Além de negociar vendas, o BRB trabalha em outras frentes para tentar reforçar seu caixa. Está no radar a criação de um fundo com imóveis do governo do Distrito Federal, que poderia ser transferido à instituição ou ser garantia para um empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
A ideia é evitar a necessidade de um aporte direto pelo governo do DF.
Fonte: CNN Brasil



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