• Delmiro Gouveia, 05/02/2026
  • A +
  • A -
Publicidade

BRB tenta vender terreno em área nobre e até cemitério comprados do Master

Presidente do BRB desembarcou nesta quarta-feira (4) em São Paulo, onde negocia venda de ativos que estatal adquiriu do Banco Master


BRB tenta vender terreno em área nobre e até cemitério comprados do Master Fachadas do Banco Master e do BRB (Banco de Brasília) • WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e REUTERS/Adriano Machado
Publicidade

O BRB (Banco Regional de Brasília) tenta vender um total de R$ 21,9 bilhões em ativos que comprou do Banco Master para solucionar o rombo deixado pela operação.

No pacote a ser negociado constam carteiras de crédito e imóveis que vão desde um terreno em área nobre de São Paulo a um cemitério.

Localizado no bairro Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo, o terreno é, inclusive, motivo de contradição. Pessoas próximas à aquisição defendem que o ativo tem alta qualidade e que o desenvolvimento de um fundo imobiliário, por exemplo, poderia dar mais retorno do que a venda.

Também há entre os ativos um terreno em Brumadinho (MG), uma série de restaurantes, entre outros imóveis. A CNN Brasil mostrou que o BRB se tornou sócio de fundos que administram mais de 100 restaurantes e quatro shoppings espalhados pelo Brasil após a aquisição das carteiras do Master.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, desembarcou nesta quarta-feira (4) em São Paulo, onde negocia a venda de ativos que a estatal adquiriu do Banco Master. O banqueiro visita a Faria Lima para conversar presencialmente com investidores.

Inicialmente, o BRB adquiriu R$ 12 bilhões em carteiras podres do Master. Deste total, R$ 10 bilhões chegaram a ser substituídos por outros ativos.

Fontes próximas ao assunto explicam que muitos produtos foram adquiridos com deságio e tiveram variação de valor, o que explica a precificação de R$ 22 bilhões.

Além de negociar vendas, o BRB trabalha em outras frentes para tentar reforçar seu caixa. Está no radar a criação de um fundo com imóveis do governo do Distrito Federal, que poderia ser transferido à instituição ou ser garantia para um empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

A ideia é evitar a necessidade de um aporte direto pelo governo do DF.


Fonte: CNN Brasil




COMENTÁRIOS

1

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.