Polícia Federal abre inquérito para investigar grupo Fictor
Conglomerado fez proposta para comprar Master no fim do ano passado
Grupo Fictor tentou comprar Banco Master em novembro de 2025 • Reprodução Um inquérito foi aberto pela PF (Polícia Federal), nesta quarta-feira (4), para investigar o grupo Fictor, que fez uma proposta para comprar o Banco Master no fim do ano passado.
A investigação apura quadro crimes contra o sistema financeiro nacional: gestão fraudulenta; apropriação indébita financeira; emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário; e por operar instituição financeira sem autorização.
O grupo Fictor já estava sendo investigado preliminarmente, segundo apurou a CNN Brasil. A decisão de abertura do inquérito ocorreu ao verificar-se indícios de crime.
O conglomerado protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no domingo (1º). Segundo a instituição, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”.
O Grupo Fictor alega no seu pedido de recuperação judicial que a “crise reputacional” gerada pela tentativa de compra do Banco Master contribuiu para a deterioração da situação financeira da empresa.
Até a véspera da liquidação do Banco Master, a Fictor havia recebido aproximadamente R$ 3 bilhões em aportes por meio de seus sócios participantes. A partir desta data até o último dia 30, os pedidos de retirada de dinheiro alcançaram cerca de 71% deste montante. É o que alega a instituição.
Além disso, o grupo indica que, como reflexo da crise de credibilidade, enfrentou corte e revisão de uma série de contratos comerciais, o que levou à necessidade de liquidação de ativos descritos como “estratégicos” para a recomposição de seu caixa.
O anúncio da negociação com o Fictor foi classificado pelo Banco Central como uma “cortina de fumaça” para tentar desviar o foco sobre a crise do Master.
Isso porque o grupo Fictor não teria condições de comprar o banco, além de não divulgar os nomes dos investidores árabes que participariam da aquisição. Outra desconfiança era de que tudo teria sido criado de última hora só para postergar as ações da PF e do BC contra o Master.
Fonte: CNN Brasil



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