• Delmiro Gouveia, 01/02/2026
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BRB rejeitou ativos podres do antigo banco de SC oferecidos pelo Master

Banco de Vorcaro ainda teria oferecido fundos nas Bahamas e nas Ilhas Jersey, com indícios de irregularidades, para substituição de carteiras inexistentes, mas diligências não foram finalizadas


BRB rejeitou ativos podres do antigo banco de SC oferecidos pelo Master Logo do BRB na sede do banco em Brasília • 01/04/2025 - REUTERS/Adriano Machado
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O BRB (Banco de Brasília) rejeitou certificados de ações do antigo Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) que foram oferecidos pelo Banco Master em substituição às carteiras podres anteriormente adquiridas — de acordo com fontes próximas à apuração das irregularidades.

Após a investigação do caso mostrar que o BRB havia adquirido R$ 12,7 bilhões em ativos inexistentes do Master, se iniciou um processo de substituição dessas carteiras. O banco comandado por Daniel Vorcaro teria oferecido uma série de ativos e, segundo apurou a CNN, chegou a repor mais de R$ 10 bilhões.

Os ativos podres do Besc foram “sumariamente negados” pelo BRB neste processo, segundo uma fonte. O banco catarinense foi incorporado ao Banco do Brasil em 2008 e deixou de existir, mas seus papéis físicos — chamados de cártulas — continuaram circulando.

No esquema dos certificados do Besc, gestores de fundos compravam esses títulos, que têm valor baixo e quase nenhuma liquidez, alegando que seu valor era milionário. Dessa maneira, eles justificavam retiradas para realizar outros investimentos, como mostrou primeiro a Folha de S. Paulo.

Também teriam sido oferecidos ao BRB, durante a substituição, dois fundos de investimento, supostamente compostos por papéis do tesouro americano, com origem no exterior. Um estava na Ilha de Jersey, que fica nas proximidades do Reino Unido, e outro em Nassau, nas Bahamas.

As diligências sobre os fundos chegaram a ser iniciadas, mas não foram finalizadas até que o Banco Central barrasse a venda do Master ao BRB. Como revelou o Metrópoles, havia indícios de que os fundos não continham recursos.

Esta versão sobre os fundos no exterior chegou a ser apresentada pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em depoimento à PF (Polícia Federal) no dia 30 de dezembro. Ele explicou na ocasião que os fundos não estariam entre os R$ 10 bilhões que substituíram os ativos inexistentes.

A CNN procurou o BRB e o Banco Master para que comentassem os relatos. Até a publicação da reportagem não houve respostas e o espaço segue aberto para posicionamentos.


Fonte: CNN Brasil




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