À CNN, Hugo diz que 6x1 não será analisada em "apenas 30 dias"
Presidente da Câmara afirmou ser preciso mostrar à sociedade que texto é robusto; Hugo Motta reforçou intenção de votar até o final de maio
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) • Marina Ramos/Câmara dos Deputados O presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) disse nesta terça-feira (28) que a PEC do fim da 6x1 é um trabalho consolidado de longo prazo e não será analisada em "apenas" 30 dias. Em entrevista à CNN, o parlamentar reforçou que o texto encaminhado à comissão especial já é debatido há um longo tempo e que a meta é terminar a votação no plenário até o final de maio.
A declaração foi dada depois de a indicação do relator e do presidente do órgão colegiado que vai discutir o fim da 6x1 na Câmara. Leo Prates (Republicanos-BA) será o relator e Alencar Santana (PT-SP) presidirá a comissão.
Hugo entende que os dois deputados têm abertura com outros congressistas e têm um histórico sindical que ajuda nos debates.
"Nós escolhemos dois deputados que têm uma ampla interlocução na Casa, que já têm uma familiaridade com o tema, porque isso é muito importante para não transparecer à sociedade, a todos que estão envolvidos nesse debate, que nós estamos construindo uma matéria dessa amplitude em apenas 30 dias. Não, não é verdade. A Câmara já discute essa matéria há algum tempo", disse à CNN.
A comissão será instalada nesta quarta-feira (29). São 38 titulares e o mesmo número de suplentes. O colegiado foi criado especificamente para analisar o mérito da proposta. A intenção é aprovar a redução da jornada, sem prejuízos salariais ao trabalhador, ainda em maio.
Na semana passada, a proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde os deputados deliberaram sobre a chamada admissibilidade, ou seja, a conformidade com as regras constitucionais.
Agora, a comissão especial deverá analisar, por exemplo, a possibilidade de um período de transição. Parte dos deputados também defende incentivos ao setor produtivo para compensar possíveis impactos econômicos da medida.
Depois de analisada no colegiado, a proposta deverá seguir para a votação no plenário. Hugo Motta pretende acelerar a tramitação.
Ainda de acordo com o presidente da Câmara, para que o texto seja acelerado na Casa, é preciso entender o "humor" dos deputados. Hugo reforçou estar otimista com a aprovação do texto o mais breve possível. Ele usa como referência a votação do texto na CCJ, que teve aprovação unânime dos deputados.
“Ela foi aprovada por unanimidade na CCJ, de maneira simbólica, nós imediatamente criamos a Comissão Especial. Agora, depende do humor da Casa e dos deputados que vão compor a comissão especial. O mesmo sucesso (que tivemos) na CCJ espero que tenhamos na comissão especial e no plenário. Meu compromisso é levar ao plenário assim que terminar a votação na comissão especial”, disse à CNN.
Fonte: CNN Brasil


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