PT projetará Lula como estadista; oposição calibra peso de encontro nos EUA
Encontro entre presidente brasileiro e Donald Trump nesta quinta-feira (7) durou mais de três horas e foi classificado como “muito bom” por ambos os mandatários
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Ricardo Stuckert/PR Após o encontro do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o PT (Partido dos Trabalhadores) adotará como estratégia destacar o petista como um “estadista”.
A oposição, por sua vez, tentará calibrar o peso da reunião e afirmará que a família Bolsonaro já provou proximidade com o republicano.
Os conteúdos a serem criados por governistas apontarão em três direções: Lula como “estadista”, “negociador” e “defensor da soberania”, de acordo com fontes inseridas na formulação da estratégia petista.
Nas redes sociais, já exploram a foto de Lula ao lado do republicano, em que ambos sorriem apesar da divergência ideológica.
Também está na pauta explorar avanços em tratativas sobre tarifas e minerais críticos, além de falas do petista dentro da Casa Branca com defesa das eleições brasileiras e críticas a intervenções internacionais norte-americanas.
Interlocutores de Flávio afirmam não enxergar a reunião de Lula com Trump como uma preocupação em si, até por ser uma visita presidencial — portanto, não devem criticá-la por si só.
Mas monitoram, claro, os resultados e a forma como o presidente brasileiro vai explorá-los. Não há como negar que, em sendo bem-sucedida, a reunião servirá como um forte ativo eleitoral para Lula.
De todo modo, para aliados de Flávio, agora são o PT e o Lula quem têm de mostrar uma maior proximidade com Trump, pois consideram que a família Bolsonaro já provou ter contato direto com altos escalões do governo americano ou a simpatia do próprio.
Outro ponto ressaltado é que Flávio continuará a pregar que será guiado pelo pragmatismo e pelos interesses do país, se eleito. Então, não há uma expectativa de radicalização em discursos e atos, até para não ser visto como eventual “entreguista”.
Até o momento, nas redes, a ideia é não dar ainda mais corda para a reunião de Lula na Casa Branca. Dessa forma, não deverão comentar demais o encontro.
Após meses de espera, o encontro presidencial aconteceu na tarde desta quinta em Washington. O encontro durou mais de três horas e foi classificada como “muito boa” por ambos os presidentes.
Segundo os relatos de Lula e Trump, as tarifas norte-americanas, minerais críticos e cooperação em segurança foram o centro da pauta.
Fonte: CNN Brasil


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