Reprovação de Messias: Lula duvidou até o último minuto que derrota viria
Para além da reprovação, placar elástico assustou o Planalto que ainda vê com incredulidade o resultado
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva • Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acreditou, até o último minuto, que conseguiria a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo fontes, houve poucos avisos por parte de ministros e líderes do governo sobre traições de última hora.
Até o meio da tarde desta quarta-feira (29), o recado que chegava do Congresso Nacional a Lula, de acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, era que a aprovação de Messias viria, mas que o placar poderia ser apertado. Tanto que houve momentos de otimismos dentro do Governo Federal.
Só mais para o fim do dia que os primeiros governistas avisaram Lula de que a aprovação era incerta. No entanto, o presidente foi acalmado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA) e pelo ministro responsável pela articulação do Executivo com o Legislativo, José Guimarães.
Até minutos antes da votação ser iniciada, ministros do governo apostavam em uma vitória e Lula também confiava. Os mais pessimistas, diziam que se a derrota viesse seria com um placar muito apertado de no máximo um ou dois votos.
A reprovação de Messias para o STF por sete votos abaixo do mínimo necessário – o governo precisava de 41 e teve apenas 34 – é vista como inacreditável por pessoas próximas ao presidente. O sentimento, poucos minutos depois do resultado do Senado ser divulgado, era de incredulidade.
Para além disso, o placar de 34 favoráveis e 42 contra é lido pelo Planalto como um sinal claro das dificuldades que o presidente enfrentará durante a campanha, que ainda nem começou.
Por Larissa Rodrigues I CNN Brasil


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