Petróleo sobe, Selic desce? Corte de juros do Copom pode estar em xeque
Com petróleo em alta e inflação no radar, mercado se divide sobre decisão do Copom
Imagem criada por Inteligência Artificial. A próxima semana será decisiva para a economia brasileira. Na quarta-feira (17), o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir os rumos da taxa básica de juros. Até pouco tempo atrás, a expectativa de grande parte do mercado era de um corte de 0,5 ponto percentual — mas esse jogo pode ter virado de ponta cabeça.
A escalada da guerra no Irã e a disparada dos preços do petróleo trouxeram novas incertezas para o mercado financeiro, o que já começa a se refletir nas projeções dos economistas.
Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.
Segundo o Relatório Focus desta semana, levantamento semanal do Banco Central (BC) que reúne estimativas de diversas instituições financeiras, a projeção para a Selic ao fim de 2026 subiu de 12% para 12,13% — a primeira revisão para cima no ano de 2026.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano. No mercado, já há apostas de que o início dos cortes deve acontecer de maneira mais moderada, diferente do que se imaginava anteriormente.
Parte dessa mudança de percepção está ligada à disparada recente do petróleo no mercado internacional.
Em meio às tensões no Oriente Médio, o barril do petróleo do tipo Brent — referência global — chegou a se aproximar de US$ 120 nos momentos de maior turbulência nos mercados, quase o dobro do patamar de pouco mais de US$ 60 registrado no início do ano.
Após a euforia e algumas declarações de Donald Trump, o preço recuou.
Ainda assim, analistas alertam que um petróleo mais caro tende a pressionar a inflação, especialmente por causa do impacto direto nos combustíveis. Segundo estimativa do Bradesco, um preço médio de US$ 80 por barril poderia adicionar cerca de 0,4 ponto percentual à inflação anual.
Além disso, a alta recente da commodity ampliou a defasagem entre os preços praticados no Brasil e os valores internacionais.
Diante desse ambiente de incerteza, os economistas têm diferentes expectativas: enquanto alguns ainda projetam um corte de 0,5 ponto percentual, outros já trabalham com uma redução mais moderada, de 0,25 ponto. Há ainda quem avalie a possibilidade de o Banco Central optar por manter a Selic no patamar atual.
Basta agora esperar e ver para qual lado Gabriel Galípolo e seus outros 6 diretores vão direcionar a economia brasileira.
Fonte: CNN Brasil


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