• Delmiro Gouveia, 27/05/2026
  • A +
  • A -

Entidades criticam avanço do fim da escala 6x1 na Câmara

Entidades defendem que debate seja retomado no Senado Federal após período eleitoral


Entidades criticam avanço do fim da escala 6x1 na Câmara Comissão especial que analisa o fim da escala 6x1 aprovou nesta quarta-feira o texto-base do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) por 34 votos a 4 • Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicidade

A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) criticou a aprovação do parecer da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê a redução da jornada de trabalho no Brasil sem diminuição salarial.

Em nota, divulgada nesta quarta-feira (27), a entidade classificou como "grave" a condução acelerada da proposta e defendeu que o debate seja retomado no Senado Federal após as eleições.

"A tramitação acelerada da proposta ocorreu sem aprofundamento técnico adequado, sem diálogo efetivo com o setor produtivo e sob forte influência do ambiente eleitoral", afirmou a entidade em posicionamento.

A federação também demonstrou preocupação com o período de transição previsto no texto aprovado pela comissão. Para a entidade, os prazos são insuficientes para que empresas de diferentes portes consigam reorganizar operações e custos de forma sustentável.

O texto do relator estabelece que a mudança, se aprovada na Câmara e no Senado, deve ser implementada de forma gradual. Primeiramente, a jornada máxima cairia para 42 horas semanais em até 60 dias após a promulgação da PEC e, 12 meses depois, seria reduzida para 40 horas.

Outro ponto mencionado pela Fiemg é a exclusão de atividades consideradas essenciais do limite de 40 horas semanais. De acordo com a entidade, setores que opereram em regimes específicos e demandam cobertura contínua podem sofrer impactos significativos caso a regra seja aplicada sem flexibilização.

Já a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) afirma que o texto que prevê a redução da escala 6x1 "impõe exigências inviáveis para empresas privadas, ao estabelecer regras e prazos distintos para a adaptação à nova jornada de trabalho".

“O que o mundo discute é jornada, não escala. Tentar impor isso por lei, em 60 dias, é uma experiência sem precedente e com custo altíssimo", afirmou o presidente da entidade, Paulo Solmucci.

A associação ainda afirmou que o texto propõe uma disparidade entre contratos públicos e privados. "Empresas que prestam serviços ao governo terão até 12 meses para reequilibrar contratos e ajustar custos, enquanto aquelas que atuam no setor privado terão apenas 60 dias para se adequar", disse a Abrasel em nota.

A comissão especial que analisa o fim da escala 6x1 aprovou nesta quarta-feira o texto-base do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) por 34 votos a 4. A proposta estabelece uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

A expectativa é que a matéria seja votada no plenário ainda nesta quarta. A comissão rejeitou, de forma simbólica, uma sugestão de mudança do Partido Liberal.


Fonte: CNN Brasil




COMENTÁRIOS

1

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.