CPI do Crime Organizado aprova convocação de Daniel Vorcaro
Ex-sócios e executivos do Banco Master também foram convocados pela comissão de inquérito; senadores aprovaram requerimento de quebra de sigilo de empresa ligada ao ministro Dias Toffoli, do STF
Imagem: Divulgação A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a convocação do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ainda não há data para o depoimento do banqueiro.
Os requerimentos solicitando a presença de Vorcaro na comissão do Senado foram apresentados pelo relator do colegiado, Alessandro Vieira (MDB-SE), e pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES).
Também foram convocados Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Banco Master; Alberto Félix de Oliveira Neto, superintendente executivo da Tesouraria do banco; Luiz Antônio Bull, ex-diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia da instituição financeira; e Ângelo Ribeiro da Silva, sócio do Master.
Os senadores ainda determinaram a transferência dos sigilos bancário, fiscal, eletrônico, telefônico e telemático do Banco Master entre 1º de janeiro de 2022 e 29 de janeiro de 2026.
Além disso, a diretoria-geral do Senado Federal deverá enviar à CPI informações sobre os registros de entrada e saída de Augusto Ferreira Lima nas dependências da Casa.
Simultaneamente, caberá à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) o envio de informações sobre ativos aeronáuticos, registros de propriedade e histórico de transferências de titularidade no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro) vinculados a Daniel Vorcaro, à empresa Viking Participações S.A. e ao Banco Master, assim como pessoas jurídicas em que figura ou figurava como sócio, englobando o período entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.
"Com a aprovação desses requerimentos, estamos estruturando o caminho para investigações profundas sobre casos como o do Baco Master. Precisamos compreender os mecanismos, as conexões e as responsabilidades envolvidas", afirmou o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES).
CPI aprova quebra de sigilos de empresa ligada a Toffoli
A CPI do Crime Organizado também aprovou um requerimento de quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa pela qual o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu pagamentos de fundo ligado ao Master.
O requerimento foi aprovado de forma consensual após o governo não conseguir formar maioria para derrubá-lo.
O requerimento, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), prevê que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) forneça informações consistentes na elaboração de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) e que se proceda à quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa.
Pede ainda que sejam fornecidas “todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras, além de dossiê fiscal da Maridt com informações como imposto de renda (informações sobre todos os processos, rendimentos recebidos de pessoas físicas e jurídicas)”.
Também será pedido o registro e a duração das ligações telefônicas originadas e recebidas.
Na justificativa do pedido, Vieira disse que a ideia é “desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.
A CNN Brasil procurou o ministro Dias Toffoli e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Fonte: CNN Brasil



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