• Delmiro Gouveia, 02/02/2026
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Irã prende quatro estrangeiros ligados a protestos contra o regime

Mídia estatal não especificou nacionalidade dos detidos


Irã prende quatro estrangeiros ligados a protestos contra o regime Veículos em chamas durante protestos antigovernamentais no Irã no dia 8 de janeiro • WANA VIA REUTERS
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A polícia do Irã prendeu quatro estrangeiros em conexão com os protestos de janeiro, informou a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira (2), sem especificar a nacionalidade dos envolvidos.

A mídia estatal citou a polícia iraniana dizendo que os quatro estrangeiros foram presos "em uma operação dentro de seu esconderijo". Quatro granadas de efeito moral caseiras foram encontradas em uma de suas malas.

Acredita-se que milhares de iranianos tenham sido mortos na repressão aos protestos antigovernamentais do mês passado. As autoridades iranianas culpam países estrangeiros por fomentarem a violência, o pior episódio de agitação interna desde a Revolução Islâmica de 1979.

As autoridades têm anunciado prisões diárias de suspeitos de liderarem os protestos. O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, afirmou na segunda-feira que quase 50 mil pessoas já foram presas.

Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo com todas as partes".

O líder americano disse que enviou uma "grande frota" para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer "em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado".

Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.

A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.

Trump alertou repetidamente que "atacaria com força total" se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".

Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".


Fonte: Reuters





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