CPI anuncia nesta sexta nomes de 12 testemunhas que vão virar investigadas

A CPI da Covid no Senado deve apresentar nesta sexta-feira (18) a lista de nomes das testemunhas que devem passar para a condição de investigadas pela comissão.


Por Istoé em 18/06/2021 às 08:35 hs

CPI anuncia nesta sexta nomes de 12 testemunhas que vão virar investigadas
Imagem: Internet

CPI da Covid no Senado deve apresentar nesta sexta-feira (18) a lista de nomes das testemunhas que devem passar para a condição de investigadas pela comissão.

A sessão marcada para início às 9h deve analisar 40 requerimentos, além de ouvir médicos que defendem o uso da cloroquina, remédio comprovadamente ineficaz para o tratamento da Covid-19 e propagandeado pelo governo federal, pelo ministério da Saúde e pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como parte de um suposto “tratamento precoce” para a doença.

O relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), confirmou que o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, será um dos nomes apresentados para serem investigados pela CPI. A justificativa para a inclusão do nome de Queiroga entre os investigados é pelo fato dele ter sugerido para a OMS (Organização Mundial da Saúde) medicamentos ineficazes para o tratamento da Covid-19, como a cloroquina, e afirmou que, no Brasil, o medicamento teria apresentado eficácia de mais de 70%.

De acordo com o jornalista Valdo Cruz, do G1, a lista de investigados a ser apresentada por Renan Calheiros em uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta terá os seguintes nomes:

Marcelo Queiroga (ministro da Saúde);

Eduardo Pazuello (ex-mininstro da Saúde);

Ernesto Araújo (ex-ministro de Relações Exteriores);

Fábio Wajngarten (ex-secretário de Comunicação da presidência);

Mayra Pinheiro (secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde);

Nise Yamaguchi (médica defensora da cloroquina);

Paolo Zanotto (médico defensor da cloroquina);

Carlos Wizard (empresário que aconselhou Pazuello);

Arthur Weintraub (ex-assessor especial da Presidência da República);

Francieli Fantinato (coordenadora do Programa Nacional de Imunização);

Marcellus Campêlo (ex-secretário de Saúde do Amazonas);

Elcio Franco (ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde).

Para Renan, a condição de investigado na CPI permite que as apurações sejam aprofundadas, uma vez que as investigações permitem, por exemplo, a requisição de documentos e a realização de buscas e apreensões.



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