Participação de Pazuello em ato pode abrir nova crise militar no governo Bolsonaro

Isso porque Pazuello é general de divisão da ativa e como, todo militar da ativa, está proibido pelo Estatuto dos Militares e pelo Regulamento Disciplinar do Exército de participar de manifestações coletivas de caráter político.


Por Marcelo Godoy/Estadão em 23/05/2021 às 18:48 hs

Participação de Pazuello em ato pode abrir nova crise militar no governo Bolsonaro
Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante ato no RJ - Foto: Wilton Júnior/Estadão

A presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em uma manifestação político-partidária no Rio criou um constrangimento para o Comando do Exército e pode abrir uma nova crise militar no governo de Jair Bolsonaro. Isso porque Pazuello é general de divisão da ativa e como, todo militar da ativa, está proibido pelo Estatuto dos Militares e pelo Regulamento Disciplinar do Exército de participar de manifestações coletivas de caráter político.

O regulamento lista transgressões disciplinares e entre elas está: "Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária". Também são vedadas manifestações coletivas de caráter político aos militares da ativa. Não há notícia de que o Comando do Exército tenha autorizado o general a participar da manifestação. Mesmo ciente das restrições legais, Pazuello resolveu exibir-se ao lado do presidente, um militar reformado do Exército com quem serviu nos anos 1980 na Brigada Paraquedista no Rio.

Estadão apurou que o Comando do Exército deve analisar o caso amanhã. Até o começo da tarde deste domingo, a instituição não havia se pronunciado sobre o caso.

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