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Delmiro Gouveia,25/02/2024

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Ibovespa fecha em queda de 0,26% com ata do Fed e de olho em Brasília; dólar sobe a R$ 4,89

BC dos EUA indicou cautela com política monetária da maior economia do globo


Ibovespa fecha em queda de 0,26% com ata do Fed e de olho em Brasília; dólar sobe a R$ 4,89 Imagem Ilustrativa
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O Ibovespa fechou em queda e o dólar subiu quase 1% nesta terça-feira (21), em uma sessão de ajustes e com investidores digerindo a ata do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), indicando cautela com os próximos passos dos juros na maior economia do globo.

Na cena doméstica, as atenções estão em Brasília, com expectativa de desdobramentos no Congresso de pautas caras ao Ministério da Fazenda para o aumento da arrecadação.

O principal índice do mercado doméstico fechou com perda de 0,26%, aos 125.626 pontos, interrompendo quatro sessões seguidas de alta. Apesar da queda, o Ibovespa ainda ronda o maior patamar em mais de dois anos.

Já o dólar foi na direção oposta e subiu 0,95% ante o real, negociado a R$ 4,898 na venda.

A recuperação vem depois que o dólar à vista fechou a última sessão em queda de 1,09%, a R$ 4,852 na venda, maior baixa diária desde 3 de novembro (-1,53%) e menor patamar de encerramento desde 2 de agosto (R$ 4,805).

O movimento de queda do Ibovespa foi atenuado pela alta da Vale (VALE3), que encerrou a sessão com avanço de 2,42% com a valorização do minério de ferro, enquanto Petrobras (PETR4) apontou para baixo, cedendo 0,65% no dia.

O destaque, porém, ficou com as ações da Americana (AMER3), que encerraram a sessão com avanço de 16,83% em meio a expectativas de um acordo da varejista em recuperação judicial com bancos credores.

Fed indica cautela com juros

As autoridades do Fed concordaram em sua mais recente reunião de política monetária que poderão adotar uma abordagem cautelosa para elevar a taxa básica de juros dos Estados Unidos à frente.

Segundo o documento divulgado nesta tarde, só será necessário novo aumento “se” as informações recebidas mostrem progresso insuficiente na redução da inflação.

“Todos os participantes concordaram que o Comitê (Federal de Mercado Aberto) estava em posição de proceder com cautela”, de acordo com a ata da reunião de 31 de outubro a 1º de novembro, que manteve as taxas entre 5,25% e 5,5% — as mais pressionadas em mais de duas décadas.

“Os participantes destacaram que aperto adicional da política monetária será apropriado se informações recebidas indiquem que o progresso em direção à meta de inflação do Comitê é insuficiente”, disse a ata.

Brasília no radar

As atenções dos investidores também estão voltadas para Brasília, onde a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou para quarta-feira (22) a votação do projeto de lei (PL) que taxa os fundos exclusivos e as offshores, após um pedido de vista da oposição.

O projeto, que faz parte dos esforços do governo para melhorar a arrecadação, teve seu parecer apresentado nesta terça-feira na CAE pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta. Logo depois, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), pediu vista.

O colegiado ainda deve votar a PL que estabelece regras para as apostas esportivas online. A proposta inclui uma medida provisória (MP) enviada pelo governo em julho e que trata do mesmo assunto. O texto perde a validade, ou seja, deixa de vigorar, nesta quarta-feira (22).

Mais cedo, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que os dois projetos podem ser levados ao plenário ainda nesta semana ou a próxima.

Ainda na seara política, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) deve se reunir com líderes nesta terça para definir relator da medida provisória (MP) das Subvenções e o formato de apreciação: se será via instalação de comissão mista para apreciar a medida provisória ou via projeto de lei (PL), reenviado pelo governo.

O texto visa tributar grandes empresas regulamentando a cobrança de impostos federais.

Outros assuntos também estão na mira dos deputados e podem ser discutidos nesta terça, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), vetos ao marco fiscal e reforma tributária.

As medidas fazem parte da estratégia do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para aumentar a arrecadação federal e zerar o déficit público em 2024.


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